Amazonia viajeros. Los viajeros y la reflexión sobre la Amazonia en los últimos cien años

João MEIRELLES FILHO, Fernanda MARTINS

Resumen


En pleno siglo XXI, incluso a pesar de la gran cantidad de medios tecnológicos y de comunicación disponibles, nuestra visión sobre la Amazonia, sus pueblos y comunidades se asemeja, en gran medida,  a la de un viajero del siglo XIX. Seguimos refiriéndonos a ella como Tierra Incognita, un espacio salvaje, bosque exótico, vacío, riquezas infinitas de El Dorado, infierno verde, en resumen, la mítica visión eurocentrista de la Amazonia-espectáculo. Ni siquiera el fin de ciclo del “boom del caucho” fue suficiente para despertar una profunda reflexión sobre la región, fuera por los propios amazonidas (de los nueve países del bioma amazônico) o por los brasileños en general, especialmente por los primeros, ya que son los que sufren las consecuencias de este hecho. Mientras tanto, en los últimos cien años algunos viajeros, individualmente o en grupo, han ampliado nuestra visión con el fin de discutir la Amazonia y sus complejidades a través de una nueva mirada, menos preconcebida, más cariñosa y generosa. Este artículo refleja la producción textual e inconográfica (incluyendo el soporte de las nuevas tecnologías) de algunos de estos pensadores que recorrieron la Amazonia brasileña para entender su legado; y, al mismo tiempo, presenta caminos para esta reflexión necesaria sobre la Amazonia por parte de sus habitantes, de los brasileños y por la civilización contemporánea para que las actuales generaciones tengan una visión más responsable de la Amazonia.

Palabras clave


Amazonia; indígena; pueblos originários; viajeros; artes visuales

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DOI: http://dx.doi.org/10.14201/reb20196111331

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